Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Filosofia da Terra

Furar o Nevoeiro da Ideologia Burguesa. O Bem, a Verdade e o Belo - Paradigmas Unidos da Vida. Um Olhar e uma Voz Diferentes, Livres, Progressistas e Revolucionárias. Filosofia, Artes, Política, Acontecimentos, Reflexões.

 

 

Não sei se 4.000 milhões de euros em exportações para a Rússia é pouca coisa para a Alemanha. Mas é mais ou menos isso que esta vai perder com as sanções decretadas pelos Estados Unidos e seguidas pela sua amiga ou amante UE. A esse montante vai ter que somar-se as despesas com a importação energética da Rússia e o facto de haver um certo número de empresas alemãs instaladas na Rússia ou que negoceiam com ela. Um óptimo negócio para os EUA, que podem assim exportar mais para a Europa Ocidental, até porque a sua moeda vale muito menos do que o euro. O saldo positivo da balança de pagamentos vai inclinar-se para os EUA e vai ser difícil criar empregos na nossa fiel Europa. Portugal não recebe energia da Rússia mas exporta mais de trezentos milhões de euros e o que acontece no resto da Europa afeta-nos. Espero que este prognóstico não se verifique. Vermos no fim do jogo. 

O João Pinto do Porto é que sabe, não o Cameron, não o Hollande. Nem sei como a Merkel se mete nisto, que era a única com tino até agora.

 

 

No entanto, a maioria do pessoal que anda a comentar na rede (vulgo 'net') concorda, como se gostasse de guerras. E é que gosta mesmo!

Contudo, não vale a pena contra-comentar nesses sítios mal frequentados. É dar oportunidade para gente ignara e malevolente responder dando-lhe a ilusão de que tem cérebro na cabeça. É deixá-los a falar sozinhos, a esses alucinados do povo eleito por Deus, a essa comboiada de cegos mentais. Ouvirão apenas o seu próprio eco e ficarão entretidos a escrever uns aos outros, com insultos, exclamações, falsos factos e sem argumentos, sem ninguém lhes ligar. Nem é preciso apertar-lhes a garganta. Deixá-los a berrar. Eles vão nus. Não vale a pena perder o nosso precioso tempo.

 

 

Todos preocupadinhos com um dano colateral para os liberais-fascistas de Kiev que lançaram a guerra contra os federalistas russófilos, como se fosse um crime que nada tivesse a ver com a origem dessa guerra, mas nadinha preocupados com o massacre de civis na Faixa de Gaza por Israel e com os massacres de cristãos no Norte do Iraque pelos irmãos muçulmanos de Obama do Estado Islâmico ou Califado. 

A gravidade da coisa tem a ver com os olhos de quem a vê. Fascismo, medievalismo, estes retrocessos na civilização são bons desde que o Tio Sam fique satisfeito. Parabéns a todos vocês, ou por serem parolos ou por conseguirem enganar os parolos.


Mísseis Contra a Rússia

 

 

 

Mísseis Contra a Rússia

 

 

 

 

 

O facto de as pessoas que espumam da boca à vista de uma guerra contra a Rússia não parecerem assim tão básicas reside no processo de racionalização a que tiveram que sujeitar as suas fantasias de infância e de adolescência, porque, ao se confrontarem com as contradições e problemas reais e ao terem que se justificar perante os outros, precisam de argumentar e não apenas de declarar a sua paixão. 

As crianças admiram e temem os crescidos, incensam os grandes, fantasiam fins e meios de terem mais poder do que podem contra os maiores ou, reconhecendo que não podem tê-lo, optam por se abrigar sob o poder destes, que lhes parece quase mágico, tornando-se ciumentos se lhos tentam roubar (é o complexo de Édipo), habituam-se a gostar de ficções, não são capazes de avaliar senão em termos maniqueístas do bem e do mal, e, a partir daí, o mundo começa a parecer-lhes um filme. 

O problema é precisamente esse maniqueísmo: se não somos por eles, somos contra eles. Os EUA trouxeram ao mundo criações notáveis: a lâmpada eléctrica, os computadores, as viagens espaciais, a internet. O seu espírito de iniciativa é admirável, a vontade de autonomia das pessoas lá é de louvar. A sua paixão pelas armas não tanto.

A acrescentar a isto, os EUA desenvolveram uma subcultura de massas (mantenha-se o paradoxo) que é, pelo seu facilitismo estético, pelos simbolismos de licença sexual, de apelo ao uso de drogas, de festa permanente, de exibicionismo, narcisismo e de desprezo e oposição ao mundo do trabalho, gerando uma ficção de liberdade, a mais aditiva e alucinante de todos os tempos. Tendo começado por ser uma expressão de rebeldia, acabou por se tornar numa forma de alienação, um novo negócio capitalista e instrumento de domínio ideológico estadunidense à escala mundial, fazendo quase desaparecer as culturas do resto do mundo. 

Para a juventude, os EUA são uma festa eterna e tudo o que é bom - a renovação permanente e acelerada dessa festa - provém dessa América. Como não adorar essa grande fonte de hedonismo?! Junta-se, com uma força nunca vista, o poder à felicidade. O grande chefe passa a ser nosso comparsa da folia. E ele é que sabe como nos fazer felizes.

Porém, os EUA têm também um lado negro, o da sua estratégia de prender os outros povos aos seus interesses por via financeira, da apropriação das sua matérias-primas, da mão-de-obra barata e da guerra. Mas a atracção quase infantil pelo poder estadunidense impede-as de ver isto. É como se preferissem o lobo ao Capuchinho Vermelho. 


A Tragédia Actual dos Cristãos no Mundo

A Tragédia Actual dos Cristãos no Mundo 

Bíblia, Crónicas: "12 E entraram no pacto de buscarem ao Senhor, Deus de 
seus pais, de todo o seu coração e de toda a sua alma; 13 e de que todo aquele que não buscasse ao Senhor, Deus de Israel, fosse morto, tanto pequeno como grande, tanto homem como mulher". (de Almeida).
 
 
 
Bíblia: Êxodo 32: 28

"A Tribo de Levi não se envolveu com o incidente do Bezerro de ouro.

Aliás, não foram todos os Hebreus que se envolveram. 

A diferença dos Levitas diante dos outros Hebreus que também não se envolveram foi que os demais ficaram passivos. 

Mas a tribo de Levi combateu os autores do Bezerro de Ouro!

Quando Moisés convocou quem tomaria vingança contra aquela idolatria, foram os Levitas que se apresentaram para caçar os Idolatras!

Os Levitas agiram de forma decisiva e naquele dia mataram cerca de três mil pessoas. 

Esta execução sumaria demonstra a revolta de Deus pela profanação de seu culto. 

Devemos crer e entender que o julgamento de Deus é sempre justo. 

O que tem que ser observado não é o fato de três mil haverem morrido, mas a multidão que havia sido poupada. 

O julgamento caiu sobre aqueles que publicamente decidiram recusar o arrependido e se permanecer em rebelião".
 
 
Sahih International
Corão: 9: 29: "Fight those who do not believe in Allah or in the Last Day and who do not consider unlawful what Allah and His Messenger have made unlawful and who do not adopt the religion of truth from those who were given the Scripture - [fight] until they give the jizyah willingly while they are humbled".
 
 
 
A tradução portuguesa de que me servi (www.ebooksbrasil.org/eLibris/alcorao) parece ser abreviada. Ei-la, juntando outra suras da 9ª Surata:
 
"29 Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.(573)
30 Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!
31 Tomaram por senhores seus rabinos e seus monges em vez de Deus, assim como fizeram com o Messias, filho de Maria, quando não lhes foi ordenado adorar senão a um só Deus. Não há mais divindade além d’Ele! Glorificado seja pelos parceiros que Lhe atribuem!
32 Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos.
33 Ele foi Quem enviou Seu Mensageiro com a Orientação e a verdadeira religião, para fazê-la prevalecer sobre todas as outras, embora isso desgostasse os idólatras".
 
 
 
Por aquilo que aqui se lê, tanto a Bíblia como o Corão (Alcorão) não pecam pela tolerância.  Todavia, coisa aparentemente estranhas se passam no nosso tempo, como se os cristãos (?) poderosos cuidassem menos dos seus, enquanto culturalmente filiados, do que daqueles que, sendo seres humanos e iguais nos direitos fundamentais universais, por vezes massacram cristãos pacíficos.
Um dos motivos exponho-o a seguir: os Estados Unidos fazem jogo duplo com os islamistas ou os mais radicais dos muçulmanos: usam-nos, financiam-nos e armam-nos quando é do seu interesse geoestratégico (fizeram-no na ex-Jugoslávia, no Afeganistão, na Líbia, na Síria e noutros países); combatem-nos quando já não tê utilidade ou para agredir outros países. 
Nesse jogo os cristãos perdem sempre. Parece que os Estados Unidos não querem saber se estão a destruir a raiz cultural da Europa (ainda que ela não deva ser organizada em Estados confessionais e a religião deva ser uma questão privada) ou estão a massacrar cristãos que já viviam no Médio Oriente antes do Islão existir ou noutras regiões onde viveram muito tempo em coexistência pacífica.

 

O Massacre Silenciado dos Cristãos ou o que é Nosso não Vale Nada? 

Para além do que está a suceder na Ucrânia (governada por neofascistas apoiados pelos EUA e pela UE) e na Palestina (massacrada por Israel em cumplicidade com os EUA e com a UE), um massacre universal (Síria, Costa do Marfim, Nigéria, República Centro Africana, Iraque, Paquistão, Índia, Egipto, etc. depois de já ter ocorrido na Europa civilizada na Bósnia e no Kosovo) está a decorrer sem que quase ninguém dê conta ou importância. Enquanto o fundamentalismo islâmico interessar aos poderes infames estadunidenses e da União Europeia, não acabará e os cristãos, confessos ou apenas de cultura, continuarão a abandonar os seus companheiros de fé ou de cultura histórica, à sorte mortal do fundamentalismo islâmico. Mas todas as vítimas têm que ser socorridas e todo o crime tem que ser punido.