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Filosofia da Terra

Furar o Nevoeiro da Ideologia Burguesa. O Bem, a Verdade e o Belo - Paradigmas Unidos da Vida. Um Olhar e uma Voz Diferentes, Livres, Progressistas e Revolucionárias. Filosofia, Artes, Política, Acontecimentos, Reflexões.

A Minha Casa ou a Minha Pátria

A Minha Casa ou a Minha Pátria 

A minha casa ou pátria, é a minha cultura, a cultura dos meus, ou seja, a história dos meus, que fazem as minhas tradições, os meus valores, os meus gostos e interesses, os meus cheiros, as minhas cores, os meus sabores, a minha paisagem, os meus projectos de vida, as entregas osmóticas ao mundo e os recebimentos osmóticos dele. 

A minha casa ou pátria é também um sítio, o sítio onde essa história ocorre, uma narrativa vivida que vem de dentro mas também de fora sem que esse fora nos anule mas enriqueça. 


E quando tudo à minha volta deixar de ser a terra onde essa história ocorre, quando ela gerar de dentro a sua própria morte ou aceitar de fora o que a não respeita e que não a faz progredir no humanismo, nas artes, na ciência e na política, fazendo-a perder a sua própria idiossincrasia, tornar-me-ei um estrangeiro, não no meu próprio país, porque esse desapareceu, mas para o país que já não será o meu e para mim que não terei país.



Patrão do Pingo Doce Recebe "Prémio Fé e Liberdade" e a Questão dos Direitos Humanos 

 
Hoje em o publico.online:
"O Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica decidiu distinguir Alexandre Soares dos Santos com o prémio Fé e Liberdade, o que está a gerar polémica. Um grupo de mais de 30 personalidades decidiram escrever uma carta à reitora da instituição de ensino superior, onde dizem estar “perplexos” com a decisão.
 
A missiva conta com a assinatura de personalidade de vários quadrantes da sociedade, desde médicos a docentes e investigadores. Entre os signatários destacam-se nomes como o de Frei Bento Domingues, dos jornalistas Jorge Wemans, Paula Moura Pinheiro e António Marujo, dos professores universitários José Mattoso, Rui Vieira Nery, Teresa Toldy e Isabel Allegro de Magalhães.
 
Os autores da carta dizem que “foi com grande perplexidade, tristeza e indignação” que receberam a decisão da entrega do galardão ao ex-presidente do grupo Jerónimo Martins, “designado um dos homens mais ricos de Portugal”. “Por definição, um prémio tem um valor simbólico e testemunhal, pelo que, nas presentes circunstâncias, ocorre perguntar: O que é que se pretende enaltecer? Que valores merecem apreço explícito por parte da Universidade Católica Portuguesa? Quais os conceitos de fé e de liberdade que estão implícitos nesta atribuição?”, questionam."
 
Eu respondo, caso não saibam. Os indignados estão equivocados. A liberdade sempre foi entendida pela burguesia e associados de maneira formalista. Foi por isso - lê-se em O Capital, de Karl Marx - que logo em 1891, em plena Revolução francesa, o governo proibiu a existência de associações de trabalhadores assalariados porque elas atentavam contra os direitos humanos, em especial contra a liberdade (de comprar e vender a força de trabalho). 
 
Direitos Humanos: liberdade de expressão para a defesa dos interesses dos capitalistas; direito à vida quando não estão em causa os direitos dos capitalistas; democracia representativa quando as eleições legitimam mais uns anos de representantes do capitalismo no poder do Estado; direito à propriedade (privada dos meios de produção) para quem a puder ter enquanto o Estado capitalista não tiver que defender interesses capitalistas mais elevados ou a defesa do sistema quando este entra em crise; direito à liberdade de comprar e vender a força de trabalho; direito à justiça quando a propriedade, a vida, a liberdade de expressão e a liberdade de compra e venda do trabalho estiverem em causa, para quem tiver dinheiro para a pagar e quando não puser em causa o sistema capitalista em geral. 

O Bloco de Esquerda Quebrado

 

 

 

 

O Bloco de Esquerda é constituído maioritariamente por jovens técnicos que trabalham por conta própria, jovens assalariados contratados a prazo, sem valores de classe por serem filhos da ambígua pequena-burguesia e por terem de lutar isoladamente pelo seu emprego em regime de instabilidade, de competição permanente e sem existência e sentido de pertença ou de dependência recíproca e projecto comum, professores preconceituosos e pseudo-intelectuais zangados com ministras e estudantes sem vivência real das contradições fundamentais. 

Na verdade, são estas condições objectivas que determinam, em grande parte, que a maioria dos jovens e dos menos jovens votem à direita ou em partidos de direita com desfalecidas tonalidades de esquerda, embora todos esses partidos possuam um projecto de classe mais ou menos definido em prol do capital, tendo todavia que lhe juntar um certo grau de mobilidade social, a possibilidade de entrada a novos agentes da iniciativa privada e de funções sociais para que a sociedade capitalista se renove com uma camada jovem de empresários,  para que não caia no caos e, sobretudo, na revolução.

No Bloco de Esquerda militam pessoas com boas intenções. Contudo, têm mais de revolta pessoal do que sólida consciência social, não têm experiência de lutas colectivas nos locais de trabalho, nos sindicatos, na organização política coordenada e na rua em defesa dos interesses, não deles, mas dos assalariados em geral e, em particular, dos operários. A situação objectiva destes é a única que pode ser de oposição consistente ao capital. Só com eles se pode combater pela supressão final da propriedade privada dos meios de produção. Mas os dos Bloco de Esquerda são incapazes, por todas as razões invocadas, de se empenhar numa luta a médio e a longo prazo dentro de uma organização política anticapitalista na qual possam apresentar as suas ideias mas a cujo colectivo devem submetê-las. 

São impacientes e individualistas, põem sempre o eu acima do nós, a vontade individual acima da vontade colectiva. Qualquer discordância em objectivos de curto prazo é motivo para debandada ou para a fragmentação. 

É um partido de revoltados e não de classe. É um partido de pessoas que, à menor oportunidade de se juntarem à burguesia pelo enriquecimento através da exploração de assalariados, passam politicamente para o lado do capital. Na verdade, a sua formação e a sua situação social produzem essa expectativa e essa possibilidade. 

É por isso que a referência de um partido político marxista terá que ser sempre a classe operária.  É ela que determina a forma geral e estratégica da luta política comunista e não os interesses particulares deste ou daquele grupo social, a ter em conta subordinadamente, mesmo que aliado da classe operária. Uma sociedade sem uma classe operária forte e objectivamente oposta à burguesia nunca poderá criar um movimento comunista capaz de criar um sistema socialista sólido e com futuro.

Caso contrário, esse partido deixa de ser marxista e social-democratiza-se. Ou então, como sucede com o Bloco de Esquerda, torna-se num instrumento de formação de quadros políticos em vias de ingressarem em partidos sociais-democratas ou de andarem por aí, cada vez mais sectários, a adejar a sua vaidade intelectual e o seu individualismo burguês. 

 

 

Quando, há uns meses, alguns economistas do PC e de outras áreas políticas pediram um debate sobre o Euro, Louçã veio para a comunicação social clamar contra a hipótese de saída do Euro. O Louçã, como todos os dirigentes e militantes do BE são meninos e meninas bonitas que se sentem bem neste regime. Apenas querem brincar à rebeldia e dar nas vistas como inteligências supremas. Portanto, não se preocupem, essas sumidades conseguem elevar-se ao nível dos vossos conhecimentos, simpatizantes e militantes do P.S. Agora, não sei se os conhecimentos são bons. P.S. A Ana Drago, como já a outra beldade (é pena que a beleza não seja política), está aqui está no P.S.




O BE é uma manta de retalhos, trotskistas, maoistas, sociais-democratas, idealistas políticos, todos unidos pelo ódio ao Partido Comunista. 

 


Louçã, por exemplo, é um trotskista. Conheci trotskistas e eles diziam-me que preferiam os Estados Unidos à União Soviética. O seu economicismo (o futuro do socialismo está nos EUA, a sociedade mais desenvolvida, e não vale a pena qualquer solidariedade com a URSS, malgrado os seus defeitos, que identificavam com o totalitarismo, muito parecido com o Império do Mal) mal colado a um voluntarismo falso é sobejamente conhecido. 

 


Uma vez, durante uma greve na Universidade de Lisboa, a sua principal preocupação era isolar os comunistas. 

Gostos não se discutem, os defeitos da União soviética não são para ocultar. Mas há muito tempo que percebi de que lado eles sempre estiveram.


A Ordem Natural das Coisas - Henrique Raposo e os Comunistas

 

 
"A ordem natural das coisas" (Henrique Raposo) é a maneira como as coisas devem existir porque existem e se existem é porque é da natureza das coisas existirem assim ou deverem existir assim porque é assim que as coisas devem existir. 
Era desta maneira que Aristóteles (de resto muito acima do acéfalo Raposo, pelo qual já passou a teoria da evolução sem muito proveito - será que a existência de Raposo falsifica Darwin e repõe Aristóteles no ambiente jornalístico dominante na actualidade?), era assim dizia, que Aristóteles pensava há mais de dois mil anos. 
Para infelicidade de Aristóteles, e de Raposo, o mundo dele só tinha que ser assim até ter deixado de ser assim, só era a ordem natural das coisas enquanto as coisas não deixaram de ser a sua ordem natural e terem desaparecido para sempre tal como eram. O esclavagismo morreu como sistema sócio-económico e, dessa maneira, Raposo já não pode ser o escravo dócil de algum senhor dono de uma mina de prata, para infelicidade de Raposo e nossa. 
Veio a Idade Média e os escravistas tornaram-se senhor feudais, senhores de servos, de terras, de reinos e das guerras. Também São Tomás de Aquino viu nisso a ordem natural das coisas e tão assim que via com algum incómodo o surgimento de uma classe poderosa e empreendedora apoiada pelos judeus usuários, mas, pasme-se vindo do teórico principal da Igreja, foi suficientemente traidor à ordem natural das coisas quando teve a ideia conciliadora de que a usura, como novidade na sua força, até pode entrar no sistema, para financiar a guerra, os reis e os papas, se não for suficientemente forte para se transformar numa forma de acumulação tal que mudaria por completo a ordem natural das coisas tal como Tomás, como emissário de Deus, exigia que assim fosse.
Mas, como sempre, o material tem sempre razão e aquela ordem natural das coisas foi deposta por uma nova ordem natural das coisas - aquela onde Raposo vive, da qual Raposo vive e tira os seus rendimentos a proclamar a eternidade da sua ordem natural das coisas com a qual vive mesmerizado. 
É por isso que Raposo acha um escândalo ontológico que a ordem natural das coisas possa ser insuficientemente ordenada ao ponto de permitir o facto anti-natural da existência no seu seio da peçonha dos comunistas, que deveriam ser banidos, talvez mediante uma alteração civilizada e burguesa do sistema eleitoral, talvez mediante uma campanha eficiente, e também humanitariamente burguesa, sobre a maldade inerente à condição comunista, ou talvez através do seu extermínio higiénico necessário ao bom funcionamento do estado natural das coisas no melhor dos mundos possíveis tal como Leibniz, o teria definido, embora Leibniz não tenha tido qualquer influência ideológica sobre o Reino dos Mil Anos de Hitler. 
 
 
Mas talvez os comunistas, à semelhança dos judeus usuários que derrubaram o feudalismo por dentro das contradições da ordem natural das coisas, contribuam também para que a nossa ordem natural das coisas passe a ser uma desordem das coisas antinaturais quando o seu tempo tiver passado, quando as Horas já não conseguirem guiar o Carro do Sol que ilumina a vida que sobreviveu à selecção natural e enche os bolsos de Raposo. É por isso que Henrique Raposo não quer que os comunistas façam parte da ordem natural das coisas de que ele tanto gosta.

O PCP é a nossa Le Pen

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  18:00 Quarta feira, 28 de maio de 2014
Num país que tem um dos partidos mais extremistas da Europa (PCP), é sempre engraçado assistir às súbitas indignações em relação à extrema-direita europeia. Sim senhora, a extrema-direita é perigosa, mas convém não esquecer que Portugal respira a peçonha da extrema-esquerda. O "extremismo" está no centro da nossa vida política. Portanto, se querem entrar no mercado da indignação, indignem-se com as posições diárias do PCP, porque a extrema-esquerda não faz parte da ordem natural das coisas, a extrema-esquerda não tem de fazer parte da mobília, a extrema-esquerda não é aquela tia velhinha que temos de respeitar mesmo quando passa o jantar a dizer palavrões. Se Le Pen é nacionalista, o PCP também é. 

 
 

Uma Pergunta aos Portugueses: Sabem Quem São? A que País, a que Cultura Pertencemos Nós? 

Estes são Portugueses... Suponho eu.

























Mas estas e estes são a nossa verdadeira cultura 









 

 
Futebol: jogo bonito (embora prefira o ténis e o rugby) mas amaldiçoado pelo negócio, pelo fanatismo e pelo falso patriotismo, com heróis que não merecem a sua grandeza falsa).
 
Fátima: pois era preciso ao Fascismo alienar as pessoas e fazê-las esquecer as indignidades da pobreza e da falta de liberdade com a fantasia de uma deusa com uma preferência especial pelo povo português, ainda por cima portadora de três segredos ou mensagens, o último deles confiado a João Paulo II: a previsão da derrota do comunismo infiel.

 

Fado: apesar do fado popular e profundo da voz autêntica de um Alfredo Marceneiro e do optimismo humanista do inovador Carlos do Carmo, que lhe trouxe uma dimensão moderna e progressista, melodias fortes e de bom gosto, foi o modelo das canções da fatalidade - ó tempo volta para trás!
 
Agora eles os três estão de volta, e com mais aplicação, nesta época em que a fatalidade já não é a morte que não tarda ou a traição de amor imperdoável, nem os excessos dos heróis que a desafiam engrandecendo o Homem, mas a mão invisível dos mercados financeiros e da acumulação industriosa de capital; nesta época em que uma virgem ainda faz arrastar pelo chão portadores de uma culpa inexistente que mascara a raiz do mal social e familiar que outros infelizes ou felizes oportunistas bem sucedidos lhes provocaram; nesta época em que a complexidade incompreensível da realidade humana e os riscos  profissionais de uma escolha política torna atractiva a simplicidade das tabelas da bola, cujos génios são as crianças crescidas que nós fomos, e as pequenas e grandes maldades são personificadas e identificáveis neles e na puerilidade dos seus dirigentes, porque não passa de um jogo e um jogo, com os seus rituais e espírito de bando, não tem consequências fora do campo.