Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Filosofia da Terra

Furar o Nevoeiro da Ideologia Burguesa. O Bem, a Verdade e o Belo - Paradigmas Unidos da Vida. Um Olhar e uma Voz Diferentes, Livres, Progressistas e Revolucionárias. Filosofia, Artes, Política, Acontecimentos, Reflexões.

A Grande Teoria da Conspiração

 

 

 

A Grande Teoria da Conspiração

 

 

Há quem acredite nas historietas dos Protocolos dos Sábios de Sião e do Governo Mundial, na cooperação entre Judeus, Comunistas e a Rainha de Inglaterra (não estou a brincar) para instaurar uma Nova Ordem Mundial controlada por eles. Há quem acredite que os governos e poderosos (políticos, banqueiros, mações, ideólogos) dos Estados Unidos da América causam todos os acontecimentos relevantes no mundo, de uma forma predeterminada e encadeada para dominarem e controlarem o planeta e o submeterem através de um sistema financeiro único. Os conflitos no mundo seriam pelos menos o resultado da luta entre vilões globais, como a luta entre Apolo e Vénus na Guerra de Tróia. 

Os conflitos económicos e políticos seriam os meios pelos quais uma ideia gerada por espíritos maléficos se realizaria. Tratar-se-ia de uma ideia original e premeditada de domínio do mundo - uma ideia financeira, pela qual o mal espiritual se estaria a impor materialmente. Esta ideia seria, na verdade, a visão de Satanás, contra o bom espírito de Deus, onde os homens poderiam viver uma bem aventurada existência livre das necessidades materiais, de opor-lhe um império de matéria, não só constituído pela bruta necessidade física como pelos laços, não da amizade e da bondade, mas do dinheiro. Vê-se claramente de onde provém esta história: do ancestral ódio aos judeus e do recente ódio aos comunistas.

A pseudo teoria da conspiração mais famosa é também a mais ridícula e absurda mas uma das que mais prejuízos provoca nas causas do progresso social, do socialismo, na medida, entre outras pseudo teorias, influencia as mentes de pessoas genuinamente empenhadas nessas causas.

Ela é também perigosa porque, em vez de deduzir as contradições sociais de forma objectiva e científica, como o produto do desenvolvimento material e espiritual da Humanidade, explicável pela evolução da Natureza, da consciência e das ideias como reflexo complexo e dialéctico dos processos materiais, assaca a sua responsabilidade a uma vontade incompreensível (ou sobrenatural) de poder, incarnada em certos grupos aparentemente obscuros (reis, mações, comunistas), afastados da vida comum dos homens vulgares, e na elite de certas etnias (judeus, arianos) que procura mandar  materialmente na Terra. 

Superstição, espiritualismo religioso, etnicismo, moral de ressentimento, ódio ao outro, ignorância das leis históricas objectivas da sociedade, incapacidade de definir objectivos concretizáveis e meios de acção política eficazes - são estes os efeitos nefastos e reaccionários de tal crença. Trata-se de um retrocesso a uma mentalidade primitiva, que satisfaz os verdadeiros poderosos deste mundo e afasta do conhecimento os mecanismos que fazem com que estes poderosos o sejam.

Basicamente, reza assim: O homem, orientado por Satanás, continuou ao longo dos milénios a tarefa da mundialização ou globalização. A Nova Ordem Mundial (o Anti-Cristo) começou há muito a ser construída através da entrega da missão a duas seitas ocultistas: os Iluminati e os Bahais. A sua principal missão é criar um sistema financeiro totalmente controlado por pulsos electrónicos. É a mulher sentada em cima da Besta de cor escarlate representada no Apocalipse. Mas a história tem ainda um aspecto retorcido. A Ordem Mundial Iluminati tem como base manter os EUA e os seus aliados no poder. Contudo, vai ao mesmo tempo constituindo-se um novo sistema através da conspiração dos Baha'u'llah, que vão transmitindo as suas ordem aos chefes poderosos, mentalizados pela sua religião e que estão descontentes com os EUA. A Ordem Mundial de Baha'u'llah acabará por criar um executivo mundial, com nove mestres eleitos por si, a Rússia e  China, que irão substituir no poder os EUA. O Anti-Cristo, incarnado por aquela religião, pela Rússia e pela China, mandará na Terra.

Percebe-se agora que esta mistificação expressa o medo dos ocidentais deixarem de ser o centro do mundo e a necessidade arcaica de personificar as forças universais, compreensíveis pela razão mas invisíveis às mentes pouco cultivadas, que, algo misteriosamente, comandam as nossas vidas. As pessoas ainda gostam de ver a História como uma história.

Outras pseudo teorias da conspiração, menos totalizadoras, invadem também muitas cabeças que, noutros usos, até são muito racionais. Deixo à inteligência de cada um o inventário das mesmas. 

A História está cheia de conspirações mas não é uma conspiração. A História não é o resultado de uma coordenação de vontades, pois essas vontades são o produto das condições ou relações objectivas, sobretudo económicas, reflectindo-se em lutas políticas, conflitos militares, relações de produção, etc. 

Esquecer isto é desarmar a esquerda, que vê nas relações de produção e na luta de classes delas resultantes a teoria para reivindicar a justiça concreta para os trabalhadores. É dar razão à direita, que vê na força de vontade, na peleja das ideias, no mérito mental o motor do progresso e a causa das diferenças sociais. Deixem-se de palermices, por favor, porque o progresso social não ganha nada com essas pseudo-teorias.

 

 

Não sei se 4.000 milhões de euros em exportações para a Rússia é pouca coisa para a Alemanha. Mas é mais ou menos isso que esta vai perder com as sanções decretadas pelos Estados Unidos e seguidas pela sua amiga ou amante UE. A esse montante vai ter que somar-se as despesas com a importação energética da Rússia e o facto de haver um certo número de empresas alemãs instaladas na Rússia ou que negoceiam com ela. Um óptimo negócio para os EUA, que podem assim exportar mais para a Europa Ocidental, até porque a sua moeda vale muito menos do que o euro. O saldo positivo da balança de pagamentos vai inclinar-se para os EUA e vai ser difícil criar empregos na nossa fiel Europa. Portugal não recebe energia da Rússia mas exporta mais de trezentos milhões de euros e o que acontece no resto da Europa afeta-nos. Espero que este prognóstico não se verifique. Vermos no fim do jogo. 

O João Pinto do Porto é que sabe, não o Cameron, não o Hollande. Nem sei como a Merkel se mete nisto, que era a única com tino até agora.

 

 

No entanto, a maioria do pessoal que anda a comentar na rede (vulgo 'net') concorda, como se gostasse de guerras. E é que gosta mesmo!

Contudo, não vale a pena contra-comentar nesses sítios mal frequentados. É dar oportunidade para gente ignara e malevolente responder dando-lhe a ilusão de que tem cérebro na cabeça. É deixá-los a falar sozinhos, a esses alucinados do povo eleito por Deus, a essa comboiada de cegos mentais. Ouvirão apenas o seu próprio eco e ficarão entretidos a escrever uns aos outros, com insultos, exclamações, falsos factos e sem argumentos, sem ninguém lhes ligar. Nem é preciso apertar-lhes a garganta. Deixá-los a berrar. Eles vão nus. Não vale a pena perder o nosso precioso tempo.

 

 

Todos preocupadinhos com um dano colateral para os liberais-fascistas de Kiev que lançaram a guerra contra os federalistas russófilos, como se fosse um crime que nada tivesse a ver com a origem dessa guerra, mas nadinha preocupados com o massacre de civis na Faixa de Gaza por Israel e com os massacres de cristãos no Norte do Iraque pelos irmãos muçulmanos de Obama do Estado Islâmico ou Califado. 

A gravidade da coisa tem a ver com os olhos de quem a vê. Fascismo, medievalismo, estes retrocessos na civilização são bons desde que o Tio Sam fique satisfeito. Parabéns a todos vocês, ou por serem parolos ou por conseguirem enganar os parolos.


A Tragédia Actual dos Cristãos no Mundo

A Tragédia Actual dos Cristãos no Mundo 

Bíblia, Crónicas: "12 E entraram no pacto de buscarem ao Senhor, Deus de 
seus pais, de todo o seu coração e de toda a sua alma; 13 e de que todo aquele que não buscasse ao Senhor, Deus de Israel, fosse morto, tanto pequeno como grande, tanto homem como mulher". (de Almeida).
 
 
 
Bíblia: Êxodo 32: 28

"A Tribo de Levi não se envolveu com o incidente do Bezerro de ouro.

Aliás, não foram todos os Hebreus que se envolveram. 

A diferença dos Levitas diante dos outros Hebreus que também não se envolveram foi que os demais ficaram passivos. 

Mas a tribo de Levi combateu os autores do Bezerro de Ouro!

Quando Moisés convocou quem tomaria vingança contra aquela idolatria, foram os Levitas que se apresentaram para caçar os Idolatras!

Os Levitas agiram de forma decisiva e naquele dia mataram cerca de três mil pessoas. 

Esta execução sumaria demonstra a revolta de Deus pela profanação de seu culto. 

Devemos crer e entender que o julgamento de Deus é sempre justo. 

O que tem que ser observado não é o fato de três mil haverem morrido, mas a multidão que havia sido poupada. 

O julgamento caiu sobre aqueles que publicamente decidiram recusar o arrependido e se permanecer em rebelião".
 
 
Sahih International
Corão: 9: 29: "Fight those who do not believe in Allah or in the Last Day and who do not consider unlawful what Allah and His Messenger have made unlawful and who do not adopt the religion of truth from those who were given the Scripture - [fight] until they give the jizyah willingly while they are humbled".
 
 
 
A tradução portuguesa de que me servi (www.ebooksbrasil.org/eLibris/alcorao) parece ser abreviada. Ei-la, juntando outra suras da 9ª Surata:
 
"29 Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.(573)
30 Os judeus dizem: Ezra é filho de Deus; os cristãos dizem: O Messias é filho de Deus. Tais são as palavras de suas bocas; repetem, com isso, as de seus antepassados incrédulos. Que Deus os combata! Como se desviam!
31 Tomaram por senhores seus rabinos e seus monges em vez de Deus, assim como fizeram com o Messias, filho de Maria, quando não lhes foi ordenado adorar senão a um só Deus. Não há mais divindade além d’Ele! Glorificado seja pelos parceiros que Lhe atribuem!
32 Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos.
33 Ele foi Quem enviou Seu Mensageiro com a Orientação e a verdadeira religião, para fazê-la prevalecer sobre todas as outras, embora isso desgostasse os idólatras".
 
 
 
Por aquilo que aqui se lê, tanto a Bíblia como o Corão (Alcorão) não pecam pela tolerância.  Todavia, coisa aparentemente estranhas se passam no nosso tempo, como se os cristãos (?) poderosos cuidassem menos dos seus, enquanto culturalmente filiados, do que daqueles que, sendo seres humanos e iguais nos direitos fundamentais universais, por vezes massacram cristãos pacíficos.
Um dos motivos exponho-o a seguir: os Estados Unidos fazem jogo duplo com os islamistas ou os mais radicais dos muçulmanos: usam-nos, financiam-nos e armam-nos quando é do seu interesse geoestratégico (fizeram-no na ex-Jugoslávia, no Afeganistão, na Líbia, na Síria e noutros países); combatem-nos quando já não tê utilidade ou para agredir outros países. 
Nesse jogo os cristãos perdem sempre. Parece que os Estados Unidos não querem saber se estão a destruir a raiz cultural da Europa (ainda que ela não deva ser organizada em Estados confessionais e a religião deva ser uma questão privada) ou estão a massacrar cristãos que já viviam no Médio Oriente antes do Islão existir ou noutras regiões onde viveram muito tempo em coexistência pacífica.

 

 

sacred-music

 

Eu, como ateu, não posso deixar de reconhecer a extraordinária riqueza da produção artística, sobretudo na música e nas artes plásticas, mas também na literatura, inspirada pela religião. em especial pela pagã grega e pela cristã mas também pela indu.

 

 

Mesmo que um dia a fé desaparecesse, e com ela a mistificação inerente à arte religiosa, teria-nos deixado tesouros de expressividade, imagens, sentimentos ideias e mitos imperecíveis pela sua contribuição para a sensibilidade plástica e pela sua capacidade de evocação dos grandes problemas e questões que sempre o Homem se pôs.

 

Penso nos mitos profundos das tragédias gregas, nas catedrais góticas e barrocas (obras de arte totais), nas grandes obras pictóricas do Renascimento, Maneirismo e Barroco, na música sagrada de Bach, de Mozart e de Olivier Messiaen, entre muitas outras obras humanas.

http://youtu.be/ChUdxfT0EtI

 

 

 
Futebol: jogo bonito (embora prefira o ténis e o rugby) mas amaldiçoado pelo negócio, pelo fanatismo e pelo falso patriotismo, com heróis que não merecem a sua grandeza falsa).
 
Fátima: pois era preciso ao Fascismo alienar as pessoas e fazê-las esquecer as indignidades da pobreza e da falta de liberdade com a fantasia de uma deusa com uma preferência especial pelo povo português, ainda por cima portadora de três segredos ou mensagens, o último deles confiado a João Paulo II: a previsão da derrota do comunismo infiel.

 

Fado: apesar do fado popular e profundo da voz autêntica de um Alfredo Marceneiro e do optimismo humanista do inovador Carlos do Carmo, que lhe trouxe uma dimensão moderna e progressista, melodias fortes e de bom gosto, foi o modelo das canções da fatalidade - ó tempo volta para trás!
 
Agora eles os três estão de volta, e com mais aplicação, nesta época em que a fatalidade já não é a morte que não tarda ou a traição de amor imperdoável, nem os excessos dos heróis que a desafiam engrandecendo o Homem, mas a mão invisível dos mercados financeiros e da acumulação industriosa de capital; nesta época em que uma virgem ainda faz arrastar pelo chão portadores de uma culpa inexistente que mascara a raiz do mal social e familiar que outros infelizes ou felizes oportunistas bem sucedidos lhes provocaram; nesta época em que a complexidade incompreensível da realidade humana e os riscos  profissionais de uma escolha política torna atractiva a simplicidade das tabelas da bola, cujos génios são as crianças crescidas que nós fomos, e as pequenas e grandes maldades são personificadas e identificáveis neles e na puerilidade dos seus dirigentes, porque não passa de um jogo e um jogo, com os seus rituais e espírito de bando, não tem consequências fora do campo.